Ao falarmos da Proposta Pedagógica do Colégio Estadual Pe. Colbachini será preciso trazer presente que “Somos história, construída e legitimada no passado, que se faz presente, ainda que seja apenas pela leitura dos acontecimentos de textos e contextos já construídos. Somos ‘presente’ em permanente transformação, onde a cada momento, apresentam-se novos elementos que constroem nova realidade e, que possibilita um processo de cidadania, onde os educandos e educadores são sujeitos de sua história num processo de emancipação.
O ano de 2002 marcou pela construção do Projeto Político-Pedagógico, do novo Regimento Escolar da Educação Básica (aprovado pelo CEEd através do Parecer 1.383 de 04/12/2002), do Regimento Escolar da Educação Profissional e do Plano do Curso Técnico em Administração (aprovado pelo CEEd através do Parecer 1.359 de 27/11/2002) e do Plano de Estudos.
Muitos caminhos e passos foram dados desde a Constituinte Escolar, que construiu na rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul, de abril de 1999 a agosto de 2000, os Princípios e Diretrizes para a educação pública estadual, aprovados na Conferência Estadual de Educação. O Colégio Estadual Pe. Colbachini participou efetivamente de todo este processo.
A partir daí, e em conformidade com a legislação estadual e federal, construímos coletivamente nosso Projeto Político-Pedagógico, nosso Regimento Escolar e os Planos de Estudos, legitimados pela participação dos integrantes da comunidade escolar, que deram sua voz para o seu surgimento.
O Colégio Estadual Pe. Colbachini, com muita autoria e autonomia, reorganiza-se constantemente, fazendo com que as experiências sejam aperfeiçoadas e os conhecimentos significativos. Neste contexto e processo, os Planos de Estudos são ressignificados para 2003 e 2004 a partir da pesquisa da realidade, dos conhecimentos e conceitos, numa nova organização para a sua aplicação.
A escola tem a sua função social de, como diz na própria filosofia, “construir um processo permanente de vida que leve à construção de sujeitos históricos, críticos, protagonistas de uma sociedade plural, solidária, ética e cidadã”.
Por isso reafirmar com convicção as palavras do grande educador Paulo Freire: “Não há educação neutra. Toda a neutralidade afirma é uma opção escondida”. É viver este processo.
Então acreditamos na escola, e o futuro é sonho que se sonha junto, onde a educação é um processo coletivo de aprendizagem.
Está nas mãos de cada um a co-responsabilidade dos acertos, dos limites, e, porque não dizer, dos erros que, como humanos, temos. E aí reside a beleza e a paixão do ato educativo, como diz o educador Paulo Freire: “Acho que uma das melhores coisas que podemos experimentar na vida, homem ou mulher, é a boniteza em nossas relações mesmo que, de vez em quando, salpicadas de descompassos que simplesmente comprovam a nossa gentetude”.
A metodologia se operacionaliza através de tempos e espaços pedagógicos – escola e comunidade – contemplando a participação efetiva, ativa e criativa de todos os segmentos da escola e comunidade, a partir de sessões de estudo, projetos e reuniões.
A Pesquisa Participante oferecerá os subsídios para, a partir da realidade, organizar os aspectos da vida cidadã, contemplando a pluralidade de concepções e diversidade de situações e de diferenças específicas, numa interlocução recíproca de todos estes elementos com a realidade nacional, regional, local e mundial.
A proposta metodológica valoriza a construção e reconstrução do conhecimento de acordo com seus níveis e experiências, proporcionando atividades e trabalhos que levem à cooperação e solidariedade, exploração da criatividade, incentivando a expressão física, oral, artística, intelectual sócio-afetiva, ética e da religiosidade, contribuindo para o desenvolvimento de sujeitos críticos e com autonomia.
A interação entre educando e objeto do conhecimento se dá a partir da dialogicidade na totalidade, promovendo a intervenção sócio-transformadora da realidade.
As práticas pedagógicas abrangem propostas de trabalho interdisciplinar, construído no coletivo, a partir dos espaços semanais de formação dos educadores, envolvendo trabalhos de pesquisa e investigação, experiências e projetos, artes e práticas esportivas, atividades extra-classe enriquecedoras, priorizando o envolvimento na e com a comunidade..
A formação continuada dá-se através de estudos contínuos e constantes de teorias do conhecimento e saberes pedagógicos, através de encontros de estudo e reuniões semanais que permitem a retomada constante do projeto político-pedagógico, e por conseqüência, a construção e reconstrução com ressignificação de metodologias e práticas.
Abrange trabalhos sistemáticos com os educandos, proporcionando a leitura e reflexão do “seu mundo”, construção de seu projeto de vida, tornando-os sujeitos de sua história, no respeito ao coletivo e comprometimento com a vida e a realidade social, bem como sua inserção.
Há o compromisso com o conhecimento científico, filosófico e popular, através de vivências enriquecedoras e dinâmicas integradoras. Junto a isso, faz-se necessário todo um suporte técnico-pedagógico de recursos, que vão possibilitar o desenvolvimento e construção dos conhecimentos. Entre eles destacamos: a aquisição permanente de livros que embasam a construção de saberes, assinatura de periódicos contemplando todas as áreas do conhecimento. Um laboratório de informática em disponibilidade para os educandos, educadores e comunidade. Materiais pedagógicos, como jogos, vídeos, jornais livros de literatura. Projeto de Leitura com aquisição de livros de literatura. Matérias para o Laboratório de Ciências. Participação dos educadores em cursos de formação e embasamento teórico e prático. Pessoas fontes para a realização de palestras, oficinas e encontros, na própria escola.
O conhecimento, as relações e interações, têm seu ponto de referência na construção coletiva, na construção da cidadania, na ética, na construção, reconstrução e ressignificação dos conhecimentos e sujeitos da sua história, nos estudos permanentes, na reflexão permanente da prática pedagógica e do processo de ensino-aprendizagem, re-encaminhando e re-dimensionando o próprio processo pedagógico.
Para que todo este processo se torne vida, onde o conhecimento tenha sua função social, é preciso que, anteriormente, se faça vários passos metodologicamente organizados em seus tempos e espaços pedagógicos, tanto coletivos como na intersubjetividade das construções que são características de cada sujeito de sua história.
Poderíamos organizar o processo de construção da proposta observando os passos a seguir:
· Pesquisa da realidade, envolvendo pais, educadores, educandos e funcionárias no período de outubro e novembro.
· Seleção das falas e organização da rede de falas em novembro.
· Construção da visão dos educadores e da comunidade a partir das falas selecionadas em novembro e dezembro.
· Construção do Tema Gerador como resultado das falas, onde a mais significativa e abrangente é ponto importante.
· Construção da Questão Geradora do conhecimento e o Contratema em dezembro.
· Construção da rede temática em dezembro.
· Organização dos conhecimentos em dezembro.
Todo esse processo acontece no coletivo, onde a construção, reconstrução e ressignificação são elementos fundamentais para a sua implementação.
“Constituir um processo
permanente de vida que leve à construção de sujeitos históricos, críticos,
protagonistas de uma sociedade plural, solidária, ética e cidadã ”.
A escola tem como
finalidade:
- A formação
integral do educando, enquanto sujeito crítico, participativo e comprometido
com a construção de uma sociedade solidária e ética num processo humano e
humanizante.
- Ser um espaço
plural de construção do conhecimento, de significação social, coletivo e
emancipador.
- Promover práticas
educativas, reveladoras de relações democráticas e promotoras de sujeitos
históricos.
- Promover a
inserção social e comunitária, histórico e cultural, religiosa e política.
- Promover a
formação permanente dos educadores, educandos e comunidade educativa, sendo
um espaço de pesquisa, investigação e reflexão.
Desencadear um processo coletivo de construção de uma práxis pedagógica reveladora de pessoas críticas, conscientes e comprometidas com o desenvolvimento histórico–cultural, priorizando os valores humanos e cristãos: ética, respeito, justiça, comprometimento, responsabilidade, solidariedade compartilhada e cooperação, promovendo a inserção sócio–transformadora.
A proposta metodológica valoriza a construção e reconstrução do conhecimento, de acordo com seus níveis e experiências, proporcionando atividades e trabalhos que levem à cooperação e solidariedade, exploração da criatividade, incentivando a expressão física, oral, artística, intelectual sócio-afetiva, ética e da religiosidade, contribuindo para o desenvolvimento de sujeitos críticos e com autonomia
A avaliação constitui-se num processo diagnóstico, contínuo e cumulativo a fim de possibilitar avanços no processo educativo.
A avaliação para a
Educação Infantil é feita
através de observação sistemática evidenciando o desenvolvimento e expressão
da criança nos aspectos sócio-afetivo, cognitivo e psicomotor. Ao final de
cada trimestre, na Educação Infantil, é dado conhecimento aos pais ou
responsáveis, através de um parecer descritivo, do desempenho do educando,
evidenciando os avanços e reorganizando o processo.
Na séries
iniciais do Ensino Fundamental os resultados da
avaliação do desempenho escolar são expressos através de parecer descritivo,
evidenciando os avanços do educando.
Na
Educação de Jovens e Adultos,
a avaliação constitui-se um processo conjunto (educando e educador), onde os
resultados do desempenho são expressos a partir de registros por parte do
professor, ao final de cada totalidade, com parecer descritivo.
A recuperação é intrínseca ao processo de ensino
aprendizagem, sendo proporcionados estudos na medida em que as dificuldades
forem sendo evidenciadas durante os trimestres, de modo que ao final do
trimestre, os resultados alcançados revelem os avanços do educando.